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Conhecendo um pouco da Via-Láctea - nossa Galáxia Lar

22/11/2013 18:21

Hubble permite prever 10 mil anos de movimento estelar

28/10/2010 12:10

Astrônomos americanos usaram imagens feitas pelo telescópio espacial Hubble, da agência americana Nasa, para prever os movimentos de um grupo de estrelas nos próximos dez mil anos. O telescópio fez imagens do aglomerado globular Omega Centauro, um grupo de estrelas que chama a atenção de observadores desde que foi catalogado por Ptolomeu há 2 mil anos, entre 2002 e 2006.

Ao analisar as imagens deste período de quatro anos, os cientistas conseguiram registrar as medidas mais precisas já tomadas dos movimentos das mais de 100 mil estrelas do aglomerado, a maior pesquisa já feita para estudar o movimento de estrelas em qualquer aglomerado.

Os astrônomos usaram as imagens em sequencia para criar um filme mostrando os movimentos acelerados das estrelas do aglomerado. A simulação mostra o movimento projetado das estrelas nos próximos dez mil anos. "São necessários programas de computador de alta velocidade, sofisticados, para medir as mudanças minúsculas nas posições das estrelas, que ocorrem apenas em um período de quatro anos", afirmou o astrônomo Jay Anderson, do Instituto de Ciência Espacial Telescópica de Baltimore, nos Estados Unidos, um dos responsáveis pela pesquisa.

Anderson, afirmou que a "visão muito precisa do Hubble foi a chave para nossa habilidade de medir movimentos estelares neste aglomerado". "Com o Hubble você pode esperar três ou quatro anos e detectar os movimentos das estrelas de forma mais acurada do que se você estivesse esperado 50 anos (usando um) telescópio na Terra", afirmou o astrônomo Roeland van der Marel, que também participou da pesquisa.

Identificado como um aglomerado globular de estrelas em 1867, Omega Centauro é um dos cerca de 150 aglomerados deste tipo na Via Láctea. O grande grupo de estrelas é o maior e mais brilhante aglomerado da galáxia.

Ele é localizado na constelação de Centauro e é um dos poucos que pode ser visto a olho nu no hemisfério sul. O antigo astrônomo Ptolomeu catalogou Omega Centauro pela primeira vez há 2 mil anos. No entanto, ele pensou que o aglomerado era apenas uma estrela, pois não sabia que era, na verdade, um grupo de cerca de 10 milhões de estrelas orbitando em volta de um centro de gravidade comum.

As estrelas estão tão próximas umas das outras que os astrônomos tiveram que esperar pela criação e lançamento do telescópio Hubble para olhar no centro do grupo e analisar as estrelas individualmente. E a visão precisa do telescópio também permitiu aos cientistas medir o movimento de várias destas estrelas em um período relativamente curto de tempo.

Fonte: BBC Brasil ( BBCBrasil.com )

ONU anuncia o FIM do BURACO na Camada de Ozônio

17/09/2010 20:43

[AFP - Agence France-Presse
Publicação: 16/09/2010 16:51 Atualização: 16/09/2010 17:26]

Combinação de duas imagens do observatório da Nasa, feitas em 2009, mostram o tamanho e a forma do buraco na camada de ozônio em 1979 (à esquerda) e em 2009. As partes rosa e azul escuro mostram o buraco no dia de máxima profundidade da camada, isto é, o dia em que a mais baixa concentração de ozônio foi medida.

GENEBRA - A camada de ozônio, que protege a Terra dos raios ultravioleta, parou de se deteriorar e deverá estar amplamente restaurada em meados do século, graças a um veto em vigor há mais de 20 anos ao uso de perigosos produtos químicos, afirmaram cientistas das Nações Unidas esta quinta-feira.

Segundo o relatório "Avaliação Científica da Degradação da Camada de Ozônio 2010", o Protocolo de Montreal, tratado internacional firmado em 1987, que baniu o uso de clorofluorcabonos (CFC) - substâncias utilizadas em refrigeradores, sprays de aerossol e algumas espumas isolantes - foi bem sucedido.

Situada na estratosfera, a camada de ozônio é um filtro natural para os espectros perigosos dos raios ultravioleta emitidos pelo sol, e que podem causar queimaduras, câncer de pele e danos à vegetação.

As primeiras constatações da existência de um buraco sazonal na camada de ozônio sobre a Antártida ocorreram nos anos 1970, e um alerta foi emitido nos anos 1980, com a descoberta de que o dano estaria piorando devido ao efeito dos CFCs, o que levou 196 países a firmarem o Protocolo de Montreal.

"O Protocolo de Montreal, assinado em 1987 para controlar substâncias nocivas à camada de ozônio está funcionando, nos protegendo de danos maiores nas últimas décadas", comemorou Len Barrie, chefe de pesquisas da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

"Em todo o mundo, a camada de ozônio, inclusive aquela na região polar, não está mais se degradando, mas ainda não está aumentando", disse Barrie a jornalistas.

Os 300 cientistas que compilaram o quarto relatório sobre a degradação da camada de ozônio, publicado anualmente, agora esperam que ela esteja recuperada aos níveis de 1980 entre 2045 e 2060, segundo o documento, "sutilmente mais cedo" do que eles esperavam.

Embora os CFCs tenham deixado de ser usados, eles se acumulam e persistem na atmosfera. Por este motivo, os efeitos da restrição a seu uso leva anos para serem sentidos.

Assim, o estudo alertou que o buraco na camada de ozônio no Polo Sul, que varia de tamanho e é monitorado de perto quando aparece todo ano, na primavera, ainda deve persistir por um tempo e pode ser agravado pelo aquecimento global.

Os cientistas ainda estão estudando os vínculos entre a degradação da camada de ozônio e o aquecimento global, explicou Barrie.

"Na Antártida, o impacto do buraco na camada de ozônio no clima superficial está se tornando evidente", afirmou.

"Isto gera importantes mudanças na temperatura da superfície e nos padrões de vento, entre outras mudanças ambientais", acrescentou.

Os CFCs estão na lista de gases de efeito-estufa que causam o aquecimento global, assim seu banimento "trouxe benefícios indiretos substanciais no combate às mudanças climáticas", destacou o relatório.

Barrie estimou que as emissões evitadas destes gases tenham chegado a 10 gigatoneladas por ano.

No entanto, substâncias não nocivas à camada de ozônio, que foram adotadas em substituição aos CFCs em plásticos e refrigerantes - como os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) e os hidrofluorcarbonos (HFCs) - também são poderosos gases causadores de efeito estufa.

Os HFCs sozinhos são considerados 14 mil vezes mais perigosos que o dióxido de carbono (CO2), foco dos combates internacionais para controlar as mudanças climáticas, e as emissões destes gases crescem à taxa de 8% ao ano, segundo agências da ONU.

"Isto representa um futuro campo potencial de ação no âmbito do desafio das mudanças climáticas globais", ressaltou, em um comunicado, o diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner.

Fonte: Estado de Minas, www.em.com.br

Cientistas descobrem vermes que soltam 'bombas de luz' no mar

23/08/2009 00:15

Um grupo de vermes fosforescentes que soltam partes do corpo como pequenas “bombas” para confundir predadores foi descoberto no fundo do mar, informaram cientistas da University of California San Diego.

Os animais, que vivem a 3.700 metros de profundidade na costa oeste americana, foram batizados de vermes Swima e descritos na revista especializada Science.

Para os cientistas, as criaturas poderiam estar espalhadas por todos os oceanos e indicam a extensão da biodiversidade ainda a ser descoberta no mar.

A principal autora do estudo, a oceanógrafa Karen Osborn, disse à BBC que sua equipe encontrou os vermes acidentalmente, quando explorava as águas profundas da região com veículos submersíveis de controle remoto.

“Nos deparamos com eles e os achamos bastante interessantes, primeiro, por causa de sua bioluminescência”, disse ela.

“Quando os trouxemos para cima e nos demos conta de que eles eram diferentes de tudo que já havia sido descrito antes, ficamos ainda mais interessados.”

Descoberta

Ao trazer outros vermes para a superfície, os cientistas se deram conta de que haviam descoberto um grupo de animais previamente desconhecido.

Cada uma das sete espécies encontradas até agora é transparente, exceto o intestino, e todos os vermes produzem uma bioluminescência colorida.

Os pesquisadores agora investigam quais as substâncias químicas que produzem sua cor brilhante.

Os animais também são excelentes nadadores – usam nadadeiras laterais que parecem pinceis como remos.

Além disso, cinco das espécies encontradas soltam “bombas fosforescentes”, que provavelmente servem para distrair os predadores enquanto o verme escapa. A primeira dessas espécies foi batizada pelos cientistas de Swima bombivirdis.
Vermes Swima

Alguns dos vermes têm pequenos apêndices que eles lançam como "bombas"

“Eles normalmente têm oito das bombas, e lançam uma ou duas de cada vez”, explicou a oceanógrafa.

Por conta do tamanho mínimo de suas bombas – aproximadamente um ou dois milímetros de diâmetro – e das luzes brilhantes usadas pelos veículos submersíveis, os cientistas não conseguiram filmar o lançamento das bombas no fundo do oceano.

“Então, trouxemos os animais para cima para estudá-los”, disse Osborn. “Se você transferi-lo para um pequeno tanque e o perturbar um pouquinho com uma pinça – tipo cutucando-o em qualquer parte do corpo – ele vai lançar uma dessas bombas.”

“Assim que a bomba é lançada, ela começa a brilhar com uma luz verde e o animal nada para longe.”

Greg Rouse, outro cientista da equipe, explicou que um ancestral comum das espécies tinha guelras que pareciam estar posicionadas “exatamente no mesmo lugar das bombas”, das quais as bombas podem ter evoluído.

“As guelras (de seus parentes) podem cair muito facilmente, então há a semelhança de serem destacáveis, mas por alguma razão as guelras se transformaram para se tornar essas pequenas esferas brilhantes destacáveis.”

“Este grupo de animais realmente fantásticos enfatiza o quanto ainda temos que aprender sobre os organismos do fundo do mar e a biodiversidade do fundo do mar”, conclui Osborn.

Fonte: BBC

Estrela de nêutrons é 10 bilhões de vezes mais forte que aço

12/05/2009 18:19

Cientistas da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, registraram a incrível densidade e força molecular de uma estrela de nêutrons - objeto astronômico formado pelo resto do colapso gravitacional de uma estrela durante uma supernova.

Segundo eles, a crosta ao redor do astro seria dez bilhões de vezes mais forte que o aço ou qualquer outro metal encontrado na Terra.

Somente os buracos negros são mais densos que as estrelas de nêutrons. Estimativas apontam que uma colher de chá do material retirado do seu interior pode pesar cerca de 100 milhões de toneladas.

De acordo com os pesquisadores, o principal objetivo da pesquisa foi avaliar os riscos de como a atração gravitacional intensa destes corpos poderia provocar ondulações no espaço-tempo. Os cientistas também sugeriram que o estudo poderia levar a uma nova compreensão sobre tremores estelares ou gigantes erupções de uma magnetar (estrela de nêutrons com intenso campo magnético).

Fonte: Portal Terra

Descoberto um novo planeta que pode ter vida

03/05/2009 16:57

Talvez um visitante não viesse a se sentir exatamente em casa. Mas o planeta conhecido como Gliese 581d tem muito mais em comum com a Terra do que os astrônomos imaginavam inicialmente.

Novas medições sobre a órbita do planeta o colocam firmemente em uma região na qual as condições seriam propícias à presença de água em forma líquida e, assim, de vida tal qual a conhecemos, afirmou o astrônomo Michel Mayor, da Universidade de Genebra, Suíça, em anúncio recente.

"O planeta está na zona habitável (que sustenta vida), e pode ser que exista um oceano em sua superfície", disse Mayor durante a Semana Européia de Astronomia e Ciência Espacial, uma conferência realizada na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido. Descoberto em 2007, o Gliese 581d teve sua posição inicialmente calculada como distante demais de sua estrela - o que o tornaria frio demais - para sustentar um oceano.

Mas Mayor e seus colegas agora acreditam ter descoberto um quarto planeta orbitando o Sol do sistema solar Gliese 581 - e se trata do mais leve dos exoplanetas até agora identificados. O astro, conhecido como Gliese 581e, tem massa duas vezes maior que a da Terra e é o mais próximo do Sol, completando uma órbita em 3,15 dias.

"Isso reduz o fator de massa (do exoplaneta mais leve conhecido) a menos da metade. O exoplaneta mais leve entre os anteriormente identificados tinha massa cinco vezes superior à da Terra", afirmou Andrew Collier Cameron, astrônomo da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, que não participou da descoberta.

Vizinho próximo

O Gliese 581 é um sol anão vermelho que integra a constelação da Libra, e fica a cerca de 20,5 anos-luz da Terra. "Em termos astronômicos, é um dos nossos vizinhos mais próximos, o 87° na ordem de distância com relação ao Sistema Solar", afirmou Carole Haswell, astrônoma da Universidade Aberta de Milton Keynes, no Reino Unido.

Porque os planetas que orbitam Gliese 581 estão distantes demais para permitir observação direta, Mayor e seus colegas avistaram o Gliese 581d originalmente ao identificar pequenas oscilações no movimento da estrela do sistema, utilizando o telescópio do Observatório Meridional Europeu (ESO), em La Silla, Chile. Com massa equivalente a sete vezes a da Terra, o Gliese 581d não deve ser feito exclusivamente de rochas, acredita a equipe de pesquisadores que o identificou.

"A essa altura só podemos especular, mas é possível que o planeta tenha um núcleo rochoso encapsulado em uma camada de gelo, com um oceano em forma líquida na superfície e uma atmosfera", afirmou Mayor. Enquanto isso, o muito menor e mais leve Gliese 581e "provavelmente não parece muito diferente da Terra, se excetuarmos a temperatura provavelmente muito alta, já que ele se localiza bem perto do sol do sistema", disse Andrew Norton, outro astrônomo da Universidade Aberta.

"É muito animador que um candidato tão promissor entre os planetas assemelhados à Terra tenha sido descoberto a distância tão curta de nós; isso significa que a probabilidade de que muitos mais planetas semelhantes existam será maior quando estendermos o alcance de nossas buscas". E quanto mais planetas semelhantes à Terra existirem, maior a chance de descobrir que um deles abriga vida.

"Creio que seja apenas questão de tempo", disse Norton. "Se de fato existir vida em qualquer outro lugar do universo, então dentro de 10 a 15 anos espero que seja possível perceber seus primeiros sinais, por meio de sinais espectroscópicos dos exoplanetas".

Fonte: Portal Terra

Bolha Espacial é um grande enígma para os astrônomos

25/04/2009 03:01

Objeto é grande demais e contraria diversas teorias sobre o estado primitivo do Universo.

Uma estranha e gigantesca "bolha", avistada numa época em que o Universo era relativamente jovem, está intrigando os astrônomos.

Usando telescópios baseados no solo e no espaço, cientistas olharam para quando o Universo tinha apenas 800 milhões de anos, e descobriram algo desproporcional e anacrônico. era gasoso, enorme e emitia um tipo de radiação, explica o principal autor do estudo, Masami Ouchi, dos Observatórios Carnegie (EUA).

Os cientistas não sabem exatamente como se referir ao objeto, então o estão chamando de "bolha" que emite radiação.

Eles usam a palavra - em inglês, "blob", uma forma consagrada em filmes de terror como A Bolha Assassina - 34 vezes no artigo científico que descreve a descoberta, e que será publicado no Astrophysical Journal. Formalmente, o nome dado é Himiko, uma rainha mitológica do Japão.

"A questão é: o que é?", diz Richard Ellis, do Instituto de Astronomia da Califórnia, que não tomou parte na descoberta.

"Frequentemente, um enigma leva a um grande avanço. Meu instinto me diz que esse objeto é muito especial". Ouchi e Ellis dizem que uma possibilidade é de que, por pura sorte, os astrônomos tenham captado o momento exato da formação de uma galáxia no Universo primitivo, algo que jamais tinha sido visto antes.

À medida que olham para mais longe no espaço, cientistas também estão olhando cada vez mais para o passado. O que Ouchi descobriu aconteceu há 12,9 bilhões de anos. Apenas três outros objetos mais antigos já foram avistados.

O mais impressionante na "bolha" é seu tamanho, quase tão grande quanto a Via-Láctea. De acordo com muitas teorias sobre a história do Universo, nada tão grande deveria existir num tempo tão remoto.

Outras explicações possíveis para a natureza de Himiko seriam uma colisão entre galáxias ou um fenômeno provocado por um buraco negro.

Fonte: O Estado de São Paulo

O que aconteceria se você voasse em linha reta sem parar?

22/03/2009 02:17

Imagine só: Nós vivemos no planeta Terra, que está dentro do sistema solar, que está dentro da Via-Láctea, que está dentro universo, que está dentro ... (pausa longa para pensar) ... bem, o universo também deve estar dentro de alguma coisa. Ou não? A verdade é que ninguém sabe. "Dentro de sei lá o que", talvez seja a melhor (e única) maneira de completar essa frase.

Eis aí uma pergunta capaz de tirar o sono de muita gente inteligente: O universo tem fim? Ou é infinito? Se ele tem fim, então ele deve estar contido em alguma coisa, certo? Não podemos estar simplesmente flutuando no nada!

Isso não parece fazer muito sentido.... Tem de haver alguma coisa "do outro lado" de onde ele acaba. Por outro lado, se ele não tem fim, como pode ser infinito? Tudo tem de ter um fim, não é verdade?! Só que isso nos leva de volta ao problema inicial ...

Resumindo: Se você sair voando numa nave espacial em linha reta no espaço, será que um dia você vai bater numa parede (o fim) ou vai continuar voando para sempre (o infinito)? Depois de muito quebrar cabeça, lancei essa pergunta para o cosmólogo Amâncio Friaça, do Instituto de

Astronomia (IAG) da Universidade de São Paulo. A resposta é difícil de ser resumida em poucas palavras, mas vou arriscar uma síntese mesmo assim. Pelo que eu entendi, se você sair voando numa nave espacial em linha reta no espaço, nunca vai chegar ao final dele, mas isso também não significa que ele seja infinito.

"O universo não tem um limite", explicou-me Friaça. "A melhor analogia é pensar na superfície de uma esfera, que é finita, porém não tem limites, não tem fronteiras." Uma maneira mais complexa de dizer isso é que o espaço-tempo do universo dobra-se sobre si mesmo.

Resultado: sua nave espacial vai provavelmente acabar voltando ao ponto de partida, mesmo voando em linha reta, sem nunca ter batido em nada. Tentar chegar ao limite do universo seria como tentar construir uma estrada para chegar ao horizonte da Terra. A estrada nunca teria fim!

Ela daria uma volta ao mundo e chegaria de volta no mesmo lugar. Ok, tudo bem, mas a minha pergunta inicial continua de pé: Se o universo é como uma esfera, essa esfera está dentro do que? (E esse o que está dentro do que?) Se eu conseguisse olhar para além dessa esfera, ou pular para fora dela, o que eu veria, ou onde eu cairia?

Os astrônomos costumam falar do universo com uma palavra a mais: o chamado "universo visível". Esse é, na verdade, o termo mais correto, porque ninguém sabe o que existe além daquilo que conseguimos enxergar.

Hoje, o horizonte do universo visível fica a aproximadamente 13,5 bilhões de anos-luz de nós, que é o ponto mais distante de onde a luz já teve tempo de chegar até os nossos telescópios (e é também a idade do universo, contada a partir do Big Bang). Só que esse horizonte está em constante expansão.

Desde que o universo "explodiu" 13,5 bilhões de anos atrás, ele nunca parou de crescer. Se você olhar para qualquer outra galáxia a nossa volta, todas estão se distanciando de nós e também umas das outras, como se fossem azeitonas dentro de um massa que está crescendo no forno.

O horizonte do universo visível, portanto, está se expandindo. "Quanto mais tempo você olha, mais longe você enxerga", explica Friaça. Segundo ele, é possível que haja coisas no universo além do nosso horizonte atual, que não são visíveis hoje, mas se tornarão visíveis em algum futuro remoto, à medida que o universo se expande.

Por enquanto, diz ele, tudo que enxergamos já esteve conectado no passado, quando toda a matéria e energia do universo estavam espremidas num espaço subatômico (antes do Big Bang).

Mas vai que aparece no horizonte do futuro alguma coisa que não está conectada com o universo como o conhecemos hoje...... aí surgirá uma outra pergunta de tirar o sono: Será que nosso universo é o único, ou será que há outros universos por aí, cujos horizontes um dia vão se cruzar com o do nosso?

"Ainda temos muitos mistérios para resolver", afirma Friaça. Ainda bem, professor, pois são os mistérios que fazem a ciência tão interessante. Pense nisso a próximo vez que olhar para o espaço. E durma bem!

Fonte: O Estado de São Paulo

Amadores 'contam' galáxias na internet

13/03/2009 21:49

O website Galaxy Zoo, criado pelo astrofísico Chris Lintott, da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, utiliza a ajuda de internautas para classificar galáxias. Nele, qualquer pessoa pode ajudar a catalogar um milhão de fotos de galáxias de acordo com sua forma, e até 'descobrir' novos corpos celestes nas imagens.

Assista à reportagem completa no Site da BBC

O enigma dos buracos negros

13/12/2008 16:00

Imagine só: existem lugares no universo onde a gravidade é tão forte, mas tão forte, que nem mesmo a luz consegue escapar deles. São os famosos e enigmáticos buracos negros, que há décadas desafiam a ciência e a imaginação dos admiradores do espaço.

Os buracos negros são ao mesmo tempo minúsculos e gigantescos, vazios, porém cheios de coisas e invisíveis, porém observáveis indiretamente.

Eles são formados pelo colapso de estrelas gigantes ou de grandes nuvens de gás no interior de galáxias. São tão "pesados", mas tão pesados, que formam uma espécie de poço sem fundo no espaço, do qual nada - nada mesmo - consegue escapar. Se alguém que você conhece cair lá dentro, pode dizer adeus.

Para entender como um buraco negro funciona (mais ou menos) é preciso entender como funciona a gravidade. Basicamente, a gravidade é uma força de atração entre dois corpos. No nosso caso, é a força que nos atrai constantemente "para baixo", em direção ao centro da Terra, e que nos mantém grudados à superfície do planeta. Caso contrário, sairíamos flutuando à deriva por aí.

Quando você joga uma pedrinha para o alto, é a gravidade que puxa ela de volta para baixo. Se você quiser jogar a pedrinha cada vez mais alto, precisa lançá-la com cada vez mais força e mais velocidade. Mas você jamais terá força suficiente nos braços para lançá-la ao espaço. Para isso, a pedrinha teria de ser acelerada a 11 quilômetros por segundo (ou 40.000 Km/h), que é a velocidade de escape da Terra - ou seja, a velocidade mínima que um objeto precisa atingir para vencer a atração da gravitacional do planeta. Não é à toa que o ônibus espacial precisa daqueles foguetes gigantescos para entrar em órbita!

Mas enfim, voltando aos buracos negros: a gravidade de um objeto varia de acordo com a sua massa. Quanto mais massa, maior a atração gravitacional que ele exerce sobre outros objetos. Se a Terra tivesse mais massa (fosse maior ou mais densa), sua força gravitacional seria maior e a velocidade de escape necessária para vencê-la, também.

Pois então: os buracos negros têm massa tão grande e sua velocidade de escape é tão alta que nem mesmo a luz - a coisa mais rápida do universo, viajando a 300.000 quilômetros por segundo - consegue escapar de suas garras gravitacionais. Para ser mais específico (e confundir ainda o leitor), os buracos negros têm densidade infinita - uma quantidade enorme de massa espremida até um ponto super-ultra-minúsculo, que os físicos chamam de singularidade.

Em volta dessa singularidade forma-se uma fronteira esférica chamada "horizonte de eventos", que é o limite de onde a luz não consegue escapar. É o que nós enxergaríamos como o "buraco" propriamente dito. Só não enxergamos por um detalhe: se algo não emite luz, é invisível. Tudo que conseguimos ver é a radiação emitida por gases e outros objetos do entorno que são sugados para dentro do buraco - como se soltassem um último grito de adeus antes de desaparecer para sempre.

Os buracos negros são comuns no universo. Os astrônomos acreditam que a maioria das galáxias - inclusive a nossa - tenha um deles no meio (veja foto acima). Cientistas europeus acabam de divulgar os resultados de um estudo que utilizou o movimento das estrelas no centro da Via Láctea para inferir informações sobre o buraco negro que está lá dentro.

Segundo eles, nosso buraco tem massa equivalente a 4 milhões de Sóis e está a 27 mil anos-luz de distância de nós - por isso ninguém precisa se preocupar, porque a Terra jamais será sugada para dentro dele.

O tamanho do buraco varia de acordo com a quantidade de massa que o originou, o que pode variar de algumas poucas até alguns bilhões de massas solares - tudo bem espremidinho em uma singularidade de densidade infinita. De fato, se você espremesse a Terra até ela ficar do tamanho de um bola de gude, ela também se transformaria num buraco negro. Ou até mesmo uma bola de papel amassado: se você espremê-la o suficiente, criará um buraco negro. Alguém se habilita a tentar?

Pense nisso a próxima vez que amassar alguma coisa.

Fonte: O Estadão

Seria possível colonizar Marte ou Vênus?

4/12/2008 00:12

Dadas as condições atuais o homem poderia implementar colônias nos planetas vizinhos de Marte e Vênus?

Seja por necessidade (a Terra ficou pequena) ou por desejo de imitar os deuses, os homens já começaram a pensar em tornar habitáveis nossos vizinhos planetários, Marte e Vênus. De acordo com os cientistas, são estes planetas os que oferecem maiores oportunidades para colonização, mas mesmo assim são muito diferentes do nosso.

Para que a vida humana se desenvolva de forma normal, são necessários uma temperatura média situada entre os 0ºC e 30ºC, uma atmosfera respirável, pressão suficiente, água abundante, etc. Estas características não estão presentes em Vênus ou Marte, por isto os cientistas propõem transformar os processos que governam seus climas e melhorar a respirabilidade de suas atmosferas, fazendo-os habitáveis de forma direta, sem que precisemos recorrer à ajuda de escafandros ou cidades cobertas por domos.

Sabemos que há alguns parâmetros dificilmente modificáveis, como o período de rotação de um planeta, que marca a transição entre o dia e a noite, ou a atração gravitacional. Por isso, por enquanto nos conformaremos em obter um mínimo de habitabilidade, sabendo que nunca será possível substituir em sua integridade a nossa velha Terra.

A transformação de Marte

Marte parece o mais óbvio candidato para uma transformação. A duração do dia marciano é quase idêntica ao da Terra, possui uma atmosfera substancial e não está completamente congelado. Além disto, parece conter água em seu subsolo. No entanto, a modificação das condições que imperam em sua superfície não é tão fácil como poderia parecer.

Marte é um planeta bastante frio. Para aumentar sua temperatura global necessitaríamos provocar o conhecido efeito estufa em sua atmosfera. Na Terra, isto ocorre em conseqüência de altas concentrações de dióxido de carbono e outros gases como o metano, que impedem que o calor refletido pela superfície regresse ao espaço.

Casualmente, a atmosfera marciana é composta por CO2, mas durante o inverno este elemento se congela e precipita-se sobre a superfície, principalmente nos pólos. Se conseguíssemos que o dióxido de carbono não se congelasse e que sua presença aumentasse os níveis atmosféricos de calor, uma vez alcançada uma temperatura adequada, precisaríamos introduzir oxigênio e nitrogênio na atmosfera para torná-la respirável. Estes gases não produzem efeito estufa e assim a temperatura voltaria a baixar. Manter a quantidade suficiente de CO2 para que isto não ocorra não é viável posto que para ser respirável, o ar não pode conter mais de um 1% de CO2.

Se conseguíssemos vencer este desafio Marte poderia tornar-se habitável. Esta transformação, no entanto, deverá ser permanente e muito bem monitorada já que as condições naturais não são adequadas para manterem-se por si mesmas.

A colonização de Vênus

Vênus mostra uma face totalmente diferente do problema da habitabilidade para nossa espécie. As condições atuais no planeta são muito mais complexas.

Há muito tempo, quando seus oceanos de água evaporaram, o dióxido de carbono permaneceu na atmosfera venusiana ao invés de precipitar-se como ocorreu na Terra. Dado isto, o hidrogênio escapou para o espaço e Vênus se converteu em um magnífico exemplo do efeito estufa, com temperaturas altíssimas e pressões ainda maiores, situação totalmente contrária a de Marte.

A única solução hipotética lançada até agora para este "entrave para colonização" seria interromper o fluxo de luz solar que ilumina Vênus. Mesmo assim, o planeta ainda levaria 50 anos para esfriar por si só e seria completamente escuro.

Fonte: Terra

Cientistas encontram pegadas de 144 milhões de anos

21/11/2008 01:33

Paleontólogos da Argentina descobriram o que podem ser as pegadas de dinossauro mais antigas já encontradas no hemisfério sul.

Os cientistas foram levados ao local por um agricultor

 

A equipe achou mais de 300 pegadas no Vale Icla, na província de Sucre, na Bolívia.

Acredita-se que as pegadas tenham em torno de 144 milhões de anos.

O paleontólogo Pablo Gallina diz que algumas das pegadas são de um dinossauro adulto e seus filhotes. “Mal podíamos acreditar quando vimos aquilo,” diz Gallina.

Os cientistas foram levados ao local por um camponês, que percebeu que os buracos na terra poderiam ser pegadas de dinossauros.

“As pegadas são 70 milhões de anos mais antigas do que as outras já encontradas,” diz o paleontólogo Sebastian Apesteguia.

Na época em que esses dinossauros viviam, o Vale Icla era parte de um deserto gigante que ia da América do Sul à África.

Fonte: BBC

A mente não está no cérebro?

15/11/2008 18:04

Recentemente, uma descoberta feita pelos neurofisiologistas Benjamin Libet e Bertram Feinstein, no Hospital Monte Sião de San Francisco causou tumulto na comunidade científica. Libet e Feinstein mediram o tempo que levava para um estímulo de toque sobre a pele de um paciente alcançar o cérebro como um sinal elétrico.

Também foi pedido ao paciente para apertar um botão quando tomasse consciência de ser tocado. Libet e Feinstein acharam que o cérebro registrou o estímulo em um milésimo de um segundo depois que ocorreu e o paciente pressionou o botão um décimo de segundo depois que o estímulo foi aplicado.

Mas, notavelmente, o paciente não relatou estar sabendo conscientemente tanto do estímulo como da pressão do botão por quase meio segundo. Isto quis dizer que a decisão para responder foi feita pela mente inconsciente do paciente. A consciência do paciente para a ação era a mais lenta do páreo.

Ainda mais perturbador, nenhum dos pacientes que Libet e Feinstein testaram estava ciente de que sua mente inconsciente já o compelira a apertar o botão antes que tivesse decidido conscientemente fazer isso. De alguma forma, o cérebro dos pacientes criava a ilusão de que eles tinham controlado conscientemente a ação, mesmo que não o tivesse feito.

Isso fez com que alguns pesquisadores se perguntassem se o livre-arbítrio é uma ilusão. Estudos posteriores mostraram que 1,5 segundos antes de “decidirmos” mexer um de nossos músculos, como levantar um dedo, nosso cérebro já começou a gerar os sinais necessários para realizar o movimento. Outra vez, quem toma a decisão, a mente consciente ou a mente inconsciente?

Hunt melhora tais achados um pouco mais, ao descobrir que o campo energético humano responde ao estímulo sempre antes do cérebro. Ela tomou as leituras EMG - Eletromiogramas (atividade elétrica nos músculos) do campo energético e as leituras EEG - Eletrencefalogramas do cérebro simultaneamente e descobriu que, ao fazer um som alto ou piscar uma luz brilhante, o EMG do campo energético registra o estímulo antes mesmo que se mostre no EEG.

O que isso quer dizer? “Penso que superestimamos de longe o cérebro como o ingrediente ativo no relacionamento de um humano com o mundo”, diz Hunt. “Ele é apenas um bom computador. Mas os aspectos da mente que têm haver com a criatividade, imaginação, espiritualidade e todas estas coisas, não as vejo no cérebro de jeito nenhum.

A mente não está no cérebro. Está naquele maldito campo”. Se a mente não está no cérebro, mas no campo energético que permeia tanto o cérebro como o corpo físico, sugere que a nossa consciência, o pensamento, o sentimento encontra-se fora de nosso corpo físico.

Fonte: Parte integrante do livro “O Universo Holográfico” - Michael Talbot

Avião 'quase se chocou com Ovni' em 91 na Inglaterra

20/10/2008 10:33

Um avião de passageiros da companhia aérea italiana Alitalia quase se chocou com um Ovni (Objeto Voador Não Identificado) quando sobrevoava a cidade inglesa de Kent, em 1991, de acordo com arquivos do Ministério da Defesa britânico divulgados nesta segunda-feira.

Segundo o registro, divulgado pelo Arquivo Nacional, o piloto do avião gritou "Olha isso, olha isso!" para o co-piloto ao ver um objeto marrom parecido com um míssil passar rapidamente por cima da aeronave. De acordo com o capitão, o objeto teria passado a cerca de 300 metros acima do avião.

Logo depois da aparição, a torre de controle afirmou ao piloto que o único objeto identificado pelo radar estaria a cerca de 10 milhas náuticas atrás do avião da Alitalia. Investigações das aviações civil e militar não conseguiram explicar o caso.

Depois de determinar que o objeto não se tratava de um míssil, balão ou foguete, o Ministério da Defesa fechou a investigação.

Arquivos

O incidente em Kent é um dos 19 arquivos sobre aparições de Ovnis que cobrem os anos de 1986 e 1992 e podem ser baixados do site dos Arquivos Nacionais da Grã-Bretanha.

O governo britânico deve liberar cerca de 200 arquivos sobre as aparições ao longo dos próximos quatro anos. Em maio, os primeiros oito arquivos foram revelados, cobrindo os anos de 1978 a 1987.

Entre os arquivos revelados nesta semana está ainda o relato de um piloto da Força Aérea americana que teria recebido uma ordem de atirar em um Ovni que apareceu em seu radar enquanto sobrevoava a região de East Anglia, no leste da Inglaterra.

Há também uma carta de uma mulher, afirmando ser do sistema planetário Sirius, que diz que sua nave caiu na Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial. Para o especialista em Ovnis da Universidade Sheffiel Hallam, David Clarke, os documentos oferecem novas informações sobre aparições pouco conhecidas.

"O assunto é deturpado por charlatões e lunáticos e por isso é um crime contra a carreira profissional ter seu nome associado aos Ovnis, o que é uma pena", disse.

"O Arquivo Nacional está fazendo um trabalho fantástico. Cada um pode ter sua própria interpretação", afirmou Clarke.

"Agora é possível olhar para o material primário – as coisas que o Ministério recebe todos os dias – e formar sua opinião", concluiu.

Fonte: BBC

Confira a repercussão dessa matéria no JORNAL NACIONAL do mesmo dia

Descoberto o planeta mais quente do universo

16/10/2008 01:23

Cientistas britânicos e pesquisadores do Instituto Astrofísico das Canárias, na Espanha, encontraram um planeta considerado até agora como o mais quente do universo, alcançando temperaturas de até 2.250°C.

O WASP-12b é pouco mais que uma vez maior que Júpiter - o maior planeta do nosso Sistema Solar - e tem quase a metade da temperatura do Sol, que atinge cerca de 5.500°C. As informações são do Terra Chile.

O novo planeta WASP-12b atinge temperaturas de até 2.250°C. Anteriormente, o registro de planeta mais quente era o do HD149026b, que possui o solo completamente escurecido sob o calor de 2.040ºC.

Em artigo publicado no site científico NewScientist.com, os astrônomos explicaram que o novo planeta leva um dia para concluir uma volta em torno da sua estrela anfitriã, velocidade considerada recorde.

A rapidez com que o novo planeta orbita sua estrela chamou a atenção dos pesquisadores porque a maioria dos exoplanetas demoram três dias ou mais para completar o movimento.

Segundo os cientistas, a descoberta coloca em dúvida a teoria sobre como os planetas podem chegar perto de sua estrela anfitriã.

O próximo objetivo do estudo será o de investigar a luz ultravioleta que o WASP-12b emana.

Fonte: Portal Terra

Satélite descobre um novo objeto no espaço

6/10/2008 19:18

O Corpo têm massa demais para ser um planeta e muito pouca luz para ser uma estrela dizem descobridores:

O satélite europeu Corot descobriu um objeto de grande massa e do tamanho de um planeta em órbita muito próxima de sua estrela.

O corpo é tão exótico, diz nota da Agência Espacial Européia (ESA), que os cientistas não sabem se devem classificá-lo como planeta ou como uma estrela fracassada.

O objeto, batizado Corot-exo-3b, tem aproximadamente o tamanho do planeta Júpiter, mas mais de 20 vezes a massa do maior dos planetas do Sistema Solar. Esse novo corpo precisa de apenas quatro dias e seis horas para completar uma volta em torno de sua estrela, que é um pouco maior que o Sol.

Corot-exo-3b foi descoberto graças a uma queda no brilho da estrela, que ocorre toda vez que o objeto passa diante dela. "Ficamos surpresos quando vimos um objeto de tamanha massa orbitando tão perto da estrela", disse a astrofísica Magali Deleuil, do Laboratoire d'Astrophysique de Marseille (LAM), líder da equipe que fez a descoberta.

"Corot-exo-3b é realmente único. Ainda esrtamos debatendo sua natureza".

A busca por planetas que cumprem órbitas velozes - de menos de dez dias - ao redor de suas estrelas já dura quase 15 anos, e cientistas já descobriram planetas com massas de até 12 vezes a de Júpiter, e estrelas com massas a partir de 70 vezes a de Júpiter, mas nada no meio do caminho, diz a nota da ESA.

O objeto não se deixa classificar facilmente nem mesmo como anã marrom, uma categoria que inclui "estrelas fracassadas", que não sofrem fusão nuclear mas têm algumas características de estrelas. "Não sabemos onde está o limite entre planeta e anã marrom", diz Magali.

Fonte: O Estadão

De volta pra casa!

4/10/2008 15:15

Os pingüins-de-magalhães que invadiram as praias do litoral da Bahia durante o inverno começaram a fazer o caminho de volta à Patagônia na madrugada desta sexta-feira, 3.

Sob os cuidados de oito tripulantes e 12 ambientalistas, os 399 ilustres passageiros embarcaram a bordo de um turbo-hélice Hercules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB) que decolou da Base Aérea de Salvador à 1h30 e tinha previsão de chegada no aeroporto de Pelotas-RS às 6h45.

Logo após o desembarque, estava programado o transporte das aves de caminhão por mais 60 km até a sede do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), onde descansarão o restante do dia. No sábado, Dia Mundial dos Animais, as aves serão soltas na Praia do Cassino, de onde se espera que reencontrem o caminho de volta ao lar pela corrente das Malvinas.

Segundo a bióloga Sheila Serra, chefe da delegação que acompanhou os pingüins até o Rio Grande do Sul, a viagem até agora foi tranqüila e todos os 399 animais chegaram bem a Pelotas. "Ocorreu tudo dentro do previsto e a soltura dos animais deve ser feita amanhã (sábado), conforme o programado", disse Sheila.

O restante da viagem terá de ser feita com as próprias asas - que no caso particular dos pingüins não servem para voar e funcionam como barbatanas. Todos os viajantes receberam nas patas anilhas Centro de Conservação de Aves Silvestres (Cemave) para futuro monitoramento.

Os pingüins que invadiram o litoral da Bahia começaram a voltar para casa nesta madrugada Sob os cuidados de oito tripulantes e 12 ambientalistas, os 399 ilustres passageiros... ... embarcaram a bordo de um turbo-hélice Hercules C-130 da Força Aérea Brasileira "É a maior operação de translocação de animais de que se tem notícia no Brasil", diz o coordenador do Instituto de Mamíferos Aquáticos (IMA), Luciano Reis.

Uma operação que mobilizou mais de mais de 50 pessoas, entre militares da base Aérea de Salvador e do 1º Grupo de Transporte de Tropa da Base Aérea dos Afonsos-RJ, de onde veio a aeronave da FAB, além de funcionários da Petrobras, que providenciou o transporte terrestre, do Ibama, do IMA e da ONG Ifaw (Fundo Internacional para Proteção dos Animais em seu Habitat).

O vôo atrasou exatas 41 horas e 30 minutos. Era para ter deixado a base aérea de Salvador às 8h de quarta-feira, 1º de outubro, mas um problema no trem-de-pouso da aeronave provocou sucessivos adiamentos na viagem. Um atraso providencial, pois acabou permitindo a inclusão de 69 aves que não poderiam viajar porque não tinham passado no teste de impermeabilidade da plumagem, cuja finalidade é avaliar a capacidade que as aves têm de se protegerem da hipotermia.

O contingente de pingüins que embarcou nesta sexta-feira não representa um quarto dos 1.650 animais resgatados apenas na Bahia. Desse contingente, 90 aves sem condição de viajar continuarão em tratamento na sede do IMA, em Salvador. Doentes, fracas e feridas, a maioria delas está condenada a passar o resto da existência em cativeiro. Tiveram mais sorte que as 309 que morreram na sede do IMA e as 852 que não resistiram à viagem de mais de 3 mil quilômetros empreendida desde os litorais da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas e já foram encontradas mortas.

Êxodo

Os pingüins começaram a chegar em julho ao litoral brasileiro. A presença destes animais durante o inverno nas praias do Sul, Sudeste e até do Nordeste não é inédita, mas a quantidade registrada neste ano foi atípica. Nunca haviam sido resgatados mais do que 10 pingüins por ano em todo o Estado da Bahia.

Os registros também foram elevados nos Estados de São Paulo, por volta de 600, e Rio de Janeiro, em torno de 300. A tese mais provável para justificar a invasão dos pingüins é a mudança da temperatura das águas provocada pelo fenômeno climático La Niña, que teria confundido os pingüins no período em que eles normalmente migram para o Norte em busca dos cardumes de anchovas, seu alimento preferido.

"A maioria das aves encontradas são jovens, com idade entre três meses e um ano e meio, quando ainda não há o compromisso de voltar para procriar", observou a ambientalista Valéria Ruoppulo, da Ifaw. Entre os mais de 1.600 pingüins encontrados na Bahia, apenas quatro eram adultos.

Todos os pingüins chegaram desidratados, desnutridos e com hiportemia, o que obrigou IMA e Ibama a fazerem repetidos apelos aos banhistas que os encontrassem nas praias para não colocá-los em caixas refrigerados na tentativa de socorrê-los, como prega o senso comum.

Despreparados para o crescente número de aves que diariamente eram encaminhadas à sede do instituto, no Parque de Pituaçu, os profissionais do IMA, uma ONG que não é especializada em aves, e sim em mamíferos aquáticos, como lontras e lobos marinhos, enfrentaram todo o tipo de escassez: de medicamentos, de alimentos, de pessoal e até de espaço para abrigar tantos visitantes inesperados.

O IMA contou com o apoio do Ibama, das secretarias estaduais da Saúde e do Meio Ambiente, do Zoológico de Salvador, da Marinha, do programa Bahia Pesca e de cidadãos comuns, que doaram tempo ou dinheiro para a entidade, que mesmo assim gastou cerca de R$ 120 mil a mais com os pingüins. Mesmo diante da situação caótica, houve quem tentasse tirar vantagem. O IMA recebeu uma denúncia por telefone que um banhista queria vender um animal recém-capturado na praia por R$ 500.

O caso virou motivo de piada. Afinal, quem pagaria para levar para casa um animal que, debilitado poderia transmitir doenças desconhecidas ao homem, e saudável consome dois quilos de peixe por dia?

Fonte: UOL

Rumo ao passado, à velocidade da luz

3/09/2008 00:42

Imagine só: Se um alienígena de alguma galáxia distante apontasse seu telescópio para a Terra hoje, tudo que veria seria um planeta coberto de dinossauros! Nada de seres humanos, nada de casas nem fábricas nem cidades.

Da mesma forma, quando nós olhamos para galáxias e outros objetos distantes no universo, enxergamo-os não como eles são hoje, mas como eram centenas, milhares, milhões ou até bilhões de anos atrás. É como se você tirasse a fotografia de uma pessoa adulta hoje e ela aparecesse na imagem como um bebê.

Como isso é possível? Eu explico: Tudo que os nossos olhos enxergam é luz, seja a luz emitida pela tela do computador à sua frente ou a luz das estrelas de uma galáxia distante. E a luz é rápida, muito rápida, mas não é instantânea.

Mesmo a 300.000 quilômetros por segundo (a velocidade da luz no vácuo), leva um certo tempo para que a luz emitida por um objeto qualquer chegue até os nossos olhos. Quando se fala de uma galáxia a dezenas de milhões de anos-luz da Terra, isso leva MUITO tempo.

O termo "anos-luz", por acaso, refere-se exatamente a isso: a distância que a luz percorre em um ano, que é aproximadamente 9,5 trilhões de km. Quando se diz que um objeto está a X milhões de anos-luz da Terra, isso significa que a luz emitida por ele leva X milhões de anos para chegar até nós. Conseqüentemente, a maneira como nós enxergamos esse objeto hoje é a maneira como ele existia X milhões de anos atrás.

O que me leva de volta ao exemplo dos dinossauros. Se um alienígena, habitante de uma galáxia a 70 milhões de anos-luz da Terra, por exemplo, apontasse hoje mesmo o seu super telescópio para cá, veria o planeta não como ele é hoje, mas como ele era naquela época, repleto de tiranossauros famintos e outros répteis gigantes. Nós mesmos, que estamos vivos hoje, só seremos visíveis para ele daqui 70 milhões de anos.

Nesse sentido, olhar para o espaço é uma viagem no tempo. Quando olhamos para aquelas fotos magníficas do telescópio Hubble, por exemplo estas fotos, estamos vendo o universo como ele era no passado, não como ele é hoje. O presente, infelizmente, só será visível no futuro.

Outro bom exemplo para entender isso é a estrela eta Carinae, mostrada na foto acima. O que você está vendo é a imagem de uma violenta explosão estelar ocorrida há pouco mais de 8 mil anos (ela está a 8 mil anos-luz da Terra), mas que só apareceu para nós agora, recentemente. O dois grandes lóbulos do "amendoim" são gigantescas nuvens de poeira ejetada pela estrela - coisa que ela parece fazer a cada 200 ou 300 anos. A estrela mesmo está escondida naquele miolinho luminoso, bem no meio.

Mas o que veríamos se pudéssemos olhar para eta Carinae como ela é de fato hoje, muitas e muitas outras explosões depois? "Certamente a estrela já se evaporou quase por completo, se é que já não morreu", responde o pesquisador Augusto Damineli, do Instituto de Astronomia (IAG) da Universidade de São Paulo. "Talvez ela já tenha explodido em uma hipernova, e a notícia está viajando pelo espaço nesse momento."

Damineli aponta um outro caso interessante, muito mais próximo de nós. O Sol está a 8 minutos-luz da Terra - o que significa que sua luz demora 8 minutos para chegar até nós. Portanto, quando você contempla um fim de tarde na praia, está vendo a posição do Sol com relação ao horizonte com 8 minutos de atraso. Quando você o vê mergulhar no horizonte, na verdade ele já fez isso 8 minutos atrás.

Pense nisso a próxima vez que olhar para um pôr-do-sol.

Fonte: O Estadão

Esculturas de 5 mil anos são achadas na Inglaterra

5/08/2008 21:40

Mais de cem esculturas do período Neolítico foram encontradas no norte do país.

Centenas de esculturas pré-históricas foram descobertas por arqueólogos na região de Northumberland e Durham, no norte da Inglaterra.

Segundo os especialistas do English Heritage, o órgão de preservação do Patrimônio Histórico e Cultural da Inglaterra, as esculturas datam do período Neolítico e foram feitas há aproximadamente 5 mil anos.

Escultura feita no período Neolítico foi encontrada por pesquisadores (Foto: BBC)

As rochas têm formas diversas, como círculos, anéis interligados e formatos abstratos. Uma das que mais surpreenderam a equipe de pesquisadores foi um painel encontrado a 300 metros de altura em Barningham Moor, no condado de Durham.

De acordo com Kate Wilson, especialistas em monumentos antigos do English Heritage, os arqueólogos ainda não decifraram o significado das esculturas encontradas pela equipe.

"Não sabemos quase nada dessa arte e essa é a parte estimulante da descoberta. Precisamos estabelecer agora como essa arte está relacionada com outros registros pré-históricos nessa região", disse.

Projeto

A descoberta faz parte de um projeto de pesquisa de quatro anos realizado pelo governo em parceria com mais de cem voluntários treinados pelos especialistas.

Apesar de as esculturas não estarem dentro de cavernas, muitas delas são praticamente inacessíveis.

Obras foram feitas com padrões diversos (Foto: BBC)

Richard Stroud, um dos voluntários que ajudou a descobrir o painel em Barningham, afirmou que a equipe ficou surpreendida com o que viu.

"Esperávamos descobrir apenas uma ou duas esculturas simples. No entanto, encontramos esse painel de tirar o fôlego, provavelmente um dos mais complexos já encontrados na região", disse.

"Há um grande intervalo de tempo e de civilizações entre nós e a sociedade que fez esses entalhos. Talvez jamais iremos entender o significado dessa arte", afirmou.

Arqueólogos descobriram milhares de exemplos de esculturas pré-históricas em rochas e pedras na região norte da Inglaterra nos últimos anos.

A equipe do English Heritage quer realizar projetos similares em outros condados ingleses, como o de Cumbria, no noroeste da Inglaterra.

"Temos certeza que ainda há muito a ser descoberto em Cumbria", afirmou Wilson.

Fonte: BBC

Pegada encontrada na Bolívia pode mudar teoria da evolução

24/06/2008 00:19

Um grupo de pesquisadores da Bolívia anunciou hoje (29-05-2008) a descoberta do que pode ser a pegada mais antiga do mundo encontrada próximo ao lago Titicaca.

Se eles estiverem certos, o registro nega a teoria da evolução humana e provaria a existência de "outras humanidades", anteriores à atual.

O registro teria entre cinco e 15 milhões de anos, o que provaria a existência de uma humanidade anterior à atual. Pegada encontrada próximo ao lago Titicaca seria de ser bípede De acordo com a agência EFE, o grupo, liderado por Jorge Miranda e Freddy Arce, apresentou a teoria no Ministério de Relações Exteriores e quer a opinião de especialistas internacionais.

A pegada de um pé esquerdo de 29,5 cm está em uma rocha de arenito. Segundo os pesquisadores, teria sido feita por um ser humano de 1,7 m, com peso de 70 kg, que caminhava ereto.

"A teoria da evolução teria muitas dificuldades com esta evidência que estamos mostrando agora" disse Arce.

A rocha foi encontrada na localidade de Sullkatiti, onde é objeto de culto. Os moradores da região acreditam que o objeto é uma pegada de seus antepassados, conhecida popularmente por "pisada do inca".

A pegada foi encontrada no ano passado e é estudada desde então. O objeto, que está petrificado, mostra cinco dedos cuja forma demonstra que o ser que o gerou era bípede, segundo o podólogo Guillermo Lazcano disse à agência ANSA.

Fonte: Portal Terra

Alemães dizem ter encontrado o palácio da arca perdida

03/06/2008 21:42

No filme Os Caçadores da Arca Perdida, Indiana Jones busca a arca.

Arqueólogos alemães dizem ter encontrado na Etiópia, o que seriam as ruínas do palácio da lendária rainha de Sabá, onde a chamada Arca da Aliança pode ter ficado durante algum tempo.

De acordo com fontes religiosas, é nesse baú que as tábuas originais com os Dez Mandamentos recebidos por Moisés, segundo a bíblia, teriam sido guardadas.

Mas a sua localização e até mesmo a existência da arca tem sido objeto de polêmica por séculos.

No filme Os Caçadores da Arca Perdida, Indiana Jones desafia agentes nazistas para encontrar a arca. Nesse mês, chega aos cinemas o quarto filme da série (confira aqui).

Segundo os especialistas da Universidade de Hamburgo, tudo indica que os restos do palácio real estariam em Axum, uma cidade considerada sagrada na Etiópia.

O professor Helmut Ziegert, que chefiou as pesquisas, afirmou que as ruínas datam do século 10 a.C. e que os restos da residência foram encontrados embaixo de um palácio cristão.

Altar para a Arca.

Arqueólogos dizem ter encontrado altar feito para a arca Esse palácio teria pertencido a Menelik I, filho da rainha com o rei Salomão, que teria reconstruído o edifício com face para a estrela Sirius, de acordo com os cultos da época.

Os arqueólogos alemães dizem ter encontrado um altar no palácio que supostamente teria sido feito para a arca.

A rainha de Sabá foi uma poderosa monarca da antiguidade cujo território pode ter incluído parte do Iêmen e da Etiópia.

Várias lendas descrevem sua riqueza, beleza e sabedoria.

A equipe da universidade de Hamburgo já vem fazendo pesquisas na Etiópia desde 1999.

Se a descoberta for confirmada, ela poderia ajudar a desvendar o que é considerado um dos maiores mistérios da Antigüidade.

Fonte: BBC

EXTRA-EXTRA !!!

Hierarquia.com oferece com muito prazer essa Matéria Especial, pasmem:

Carro movido a Ar Comprimido está pronto e estará disponível em breve!

04/01/2008 22:57

Indianos e franceses desenvolvem carro a ar comprimido.

Um carro movido a ar comprimido pode começar a ser produzido no final do ano para futura venda na Índia e na Europa.

Isso é o que esperam os projetistas franceses, que assinaram um contrato com a maior fabricante de veículos da Índia, a Tata Motors, para desenvolver a tecnologia.

A equipe é chefiada por Guy Nègre, um ex-engenheiro de Fórmula Um.

A expectativa é de que, além de não prejudicar o meio ambiente, o carro não pese no bolso.

Com o equivalente a menos de R$ 4 por tanque, os engenheiros dizem que o carro pode percorrer 200 km.

Fonte: BBC

Existe vida na Terra? Provavelmente sim, diriam os extraterrestres!

27/12/2007 17:11

Utilizando poderosos instrumentos apontados para o céu, os astrônomos já conseguiram descobrir mais de 240 planetas extrasolares, mas nenhum deles parece ser capaz de suportar a vida como na Terra.

Mas o que diriam os extraterrestres se estivessem procurando vida fora de seus planetas?

Observando com telescópios ligeiramente maiores e mais poderosos que os nossos, poderiam eles estudar a Terra e deduzir que aqui é um planeta com vida?

Esse é o centro da questão de um estudo elaborado por astrônomos ligados à Universidade de Flórida e publicado esta semana na edição on-line do periódico Astrophysical Journal.

A resposta para a pergunta, segundo seus autores, é "sim". Com um telescópio maior que o Hubble, apontado diretamente para nosso Sol, "observadores hipotéticos" poderiam medir o período de rotação de 24 horas da Terra, especular sobre a movimentação dos oceanos e as probabilidades de vida. "Eles veriam a Terra como um único pixel e não como uma fotografia", disse Eric Ford, professor de astronomia da Universidade da Flórida e um dos cinco autores do estudo.

"Mas isso pode ser mais que suficiente para identificar nosso planeta como tendo nuvens e oceanos de água líquida", explicou. Essa pesquisa pode até parecer excêntrica, mas tem um objetivo muito sério: fornecer referências aos astrônomos que buscam planetas similares à Terra fora do sistema solar.

"Esse é um trabalho que deverá se intensificar cada vez mais nas próximas décadas, graças à maior potência e disponibilidade dos telescópios", confirmou Enric Palle, outro participante do estudo e ligado ao Instituto de Astrofísica de Canárias.

Para os observadores humanos ou extraterrestres procurar por planetas habitáveis é um grande desafio. O planeta não pode estar muito perto ou muito longe da estrela, o que poderia tornar sua superfície quente ou fria demais.

A distância ideal é chamada de "Zona Habitável". Além disso, o candidato a abrigar vida precisaria ter uma atmosfera capaz de prover diversos tipos de proteção, desde radiações danosas a meteoritos que vêm do espaço.

Em sua maioria, os planetas encontrados fora do sistema solar são muito maiores que a Terra, principalmente gigantes gasosos similares a Júpiter, um lugar completamente inabitável, com nenhuma superfície sólida e atmosfera composta na maior parte por hidrogênio e hélio.

Para ajudar no trabalho das observações, os astrônomos estão começando a planejar os futuros telescópios, capazes de detectar diretamente os planetas que tenham tamanhos similares à Terra e que estejam dentro da zona habitável.

O maior desafio será usar a própria luz refletida pelo planeta e confirmar se sua atmosfera e superfície são similares às da Terra.

Ford e seus colegas acreditam que para vencer esse desafio é necessário saber como a Terra seria vista se observada por extraterrestres hipotéticos.

Os astrônomos reconhecem que mesmo usando telescópios poderosos, seria necessário observar a Terra por diversas semanas a fim de captar luz suficiente para identificar a química da atmosfera.

Durante essas observações o brilho da Terra sofreria alterações, primeiramente devido à movimentação das nuvens dentro e fora do campo visual. Se os astrônomos-ETs tentarem medir o período de rotação da Terra, poderiam então saber quando determinada área do planeta estaria iluminada. O problema é que eles não estariam seguros quanto à mudança dos padrões das nuvens, que se altera de forma caótica. Isso praticamente tornaria impossível determinar o período de rotação da Terra diretamente.

Baseado em dados coletados por satélites de sensoriamento remoto, Ford e sua equipe criaram um modelo de brilho da Terra, revelando que em escala global a cobertura de nuvens do nosso planeta é muito consistente, com as florestas tropicais quase sempre nubladas, as regiões áridas limpas, etc. Como resultado, os astrônomos extraterrestres que estivessem observando a Terra por diversos meses iriam notar a repetição dos padrões.

Segundo Ford, o estudo dessa repetição por um longo tempo permitiria calcular o período de rotação de 24 horas. Calculado o período de rotação, os astrônomos extraterrestres poderiam inferir que as anomalias de brilho seriam causadas por mudanças no padrão meteorológico, mais especificamente por nuvens.

Apesar de que diversos planetas são muito nebulosos, a repetida presença ou ausência de nuvens sempre indica alguma atividade meteorológica. Na Terra, essa variabilidade resulta da transformação da água em vapor e novamente em água. Dessa forma, possíveis variações similares que forem detectadas em outros planetas poderiam indicar a presença de água líquida. "Vênus está sempre coberto de nuvens, Seu brilho nunca muda. Marte praticamente não tem nuvens. A Terra, no entanto, apresenta uma enorme quantidade de variações", diz Ford.

O cientista também explica que as mudanças nos padrões de brilho também podem indicar a presença de continentes e massas de água. A pesquisa também deverá ajudar na construção de novos telescópios espaciais, já que norteará na elaboração das características requeridas para estudar a superfície de planetas similares à Terra.

Segundo Ford, o estudo mais aprofundado de planetas dentro da zona habitável irá requerer a construção de um telescópio pelo menos duas vezes maior que o Hubble.

Fonte: iG - Internet Generation

Escorpião pré-histórico gigante é descoberto

22/11/2007 12:45

Pesquisadores europeus encontraram a garra fossilizada de um escorpião do mar de 2,5 metros de comprimento em uma pedreira, na Alemanha, segundo artigo publicado na revista especializada Biology Letters.

A espécie viveu há 390 milhões de anos e foi nomeada Jaekelopterus rhenaniae. Ela teria habitado rios e pântanos. Segundo os cientistas, o tamanho do escorpião sugere que outros animais, como aranhas, insetos, caranguejos e criaturas similares podem ter sido muito maiores no passado do que se pensava.

Apenas a garra encontrada mede 46 cm, indicando que o dono dela seria maior do que um homem de altura média. O fóssil torna este escorpião quase 50 cm maior do que qualquer outro já encontrado anteriormente.

Acredita-se que os euriptéridos são os ancestrais aquáticos, já extintos, dos modernos escorpiões e possivelmente de todos os aracnídeos. "O maior escorpião em existência mede quase 30 cm. Isso mostra o quão grande essa criatura era", disse Simon Braddy, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, um dos autores do artigo.

Markus Poschmann, co-autor, foi quem descobriu o fóssil perto de Prum, no sudoeste da Alemanha.

"Eu estava escavando pedacinhos de pedra com um martelo e um formão, quando me dei conta de que havia uma mancha negra de matéria orgânica em uma pedra recém-retirada", lembra ele.

"Depois de limpá-lo, pude perceber que se tratava do pedaço de uma garra grande. Apesar de não saber se ela estaria completa, decidi continuar a escavação."

"Os pedaços foram limpos separadamente, secos, e então colados. A garra foi então colocada em um molde de gesso para que fosse estabilizada."

A espécie viveu durante um período em que os níveis de oxigênio na atmosfera terrestre eram muito mais altos do que os de hoje.

Alguns paleontólogos acreditam que essa abundância de oxigênio foi parcialmente responsável pelo tamanho de muitos invertebrados que existiam na época, como centopéias monstruosas, baratas gigantes e libélulas jumbo.

Mas Braddy acredita que o tamanho gigante, na verdade, estava relacionado à falta de predadores vertebrados. Quando eles surgiram, os insetos gigantes viraram presa.

"Se você for grande, é mais provável que você seja visto e identificado como uma refeição gostosa".

"A evolução não seleciona os maiores; se você for pequeno, você consegue se esconder."

Acredita-se que os escorpiões começaram a andar na terra há cerca de 450 milhões de anos. Enquanto alguns viraram animais terrestres, outros, como o Jaekelopterus rhenaniae, teriam mantido um estilo de vida aquático, ou semi-aquático.

Fonte: BBC

Grupo nos EUA quer reabertura de investigação de OVNIs

13/11/2007 18:41

Um grupo formado por ex-pilotos e ex-autoridades do governo americano pediu à Força Aérea dos Estados Unidos que reabra uma investigação para apurar a aparição de Objetos Voadores Não Identificados (OVNI).

O Projeto Livro Azul, como a investigação era conhecida, está sob a tutela da Força Aérea americana e foi interrompida no fim da década de 60.

Todos os membros do grupo, que também inclui militares aposentados de sete países, dizem ter visto OVNIs ou realizado pesquisas sobre o fenômeno.

O projeto conta com a presença de políticos importantes, como o ex-governador do Arizona e ex-piloto Fife Symington, que foi a Washington esta semana formalizar o pedido do grupo na Força Aérea.

Os ex-militares, pilotos e autoridades argumentam que o surgimento de supostas esferas no céu, luzes brilhantes e naves espaciais em alta velocidade deveria ser levado em conta como questão de segurança nacional e não pode ser ignorado.

Depois dos ataques de 11 de setembro, o grupo defendeu, em comunicado, que não sejam ignorados retornos de radar incomuns - diferentes dos retornos conhecidos associados helicópteros e outras aeronaves.

Todos os anos, milhares de pessoas nos Estados Unidos garantem ter visto objetos voadores estranhos no céu, o que normalmente é recebido com ceticismo pelas autoridades.

Durante o período em que esteve operante, o Projeto Livro Azul investigou a aparição de mais de 12.500 OVNIs. A Força Aérea, no entanto, sustenta que nada aconteceu desde o fim da década de 60 que justifique a reabertura dos arquivos.

Por outro lado, o grupo pode vir a contar com o apoio de políticos influentes. No mês passado, o pré-candidato democrata à presidência americana Dannis Kucinich disse, durante um debate na televisão, ter visto um OVNI.

Fonte: BBC

Astrônomos descobrem novo planeta

07/11/2007 11:49

O novo sistema solar tem muitas semelhanças com o nosso. Astrônomos nos Estados Unidos dizem ter encontrado um novo planeta em órbita de uma estrela que está a 41 anos-luz da Terra.

A descoberta eleva para cinco o número de planetas que orbitam a estrela, 55 Cancri - o maior número de planetas encontrado em um único sistema solar fora do nosso.

Ela fica na constelação de Câncer. Os astrônomos já encontraram mais de 250 planetas fora do sistema que habitamos.

O novo planeta tem cerca de 45 vezes a massa da Terra. Os astrônomos acreditam que as temperaturas na superfície são amenas e que, se ele tiver em sua órbita uma lua rochosa, em teoria, o planeta pode conter água na forma líquida.

Os pesquisadores dizem que o sistema de cinco planetas tem muitas semelhanças com o nosso próprio sistema. Os planetas estão na órbita de uma estrela de idade e massa semelhantes à do nosso Sol e o sistema também tem um planeta grande, com quatro vezes a massa de Júpiter, em órbita similar à dele.

O que eles ainda não descobriram foi um planeta rochoso, como a Terra ou Vênus. Mas isso, de acordo com Geoff Marcy, da Universidade da Califórnia, que liderou a pesquisa, é só uma questão de tempo e tecnologia.

"Há um vão intrigante e misterioso entre o quarto planeta em volta de 55 Cancri e o planeta semelhante a Júpiter que fica mais distante", afirmou Marcy. "Naquele vão, nós não sabemos o que há. Nossa atual tecnologia poderia detectar planetas grandes como Netuno, Saturno e Júpiter. Nós não vemos nenhum deles." "Então, se há planetas lá, eles devem ser menores, do tamanho da Terra."

"Na verdade, é um pouco difícil imaginar que não exista nada naquele vão grande. Então a sugestão é que deve haver planetas rochosos pequenos, como Vênus, Marte ou a Terra."

Nenhum destes planetas pode na verdade ser visto - os astrônomos usam pequenas oscilações no movimento da estrela para detectar a presença de planetas na medida em estes que realizam sua órbita. Mas pode-se ver a estrela - 55 Cancri - com facilidade, usando apenas binóculos, numa determinada época do ano e quando o céu está claro à noite.

Fonte: iG - Internet Generation

Ônibus movido a etanol começa a circular

24/10/2007 12:01

O primeiro ônibus brasileiro movido a etanol começa a circular em dezembro/2007 em São Paulo.

A USP apresentou o ônibus nesta terça-feira. O ônibus movido a etanol faz parte do projeto BEST, Bioetanol para o Transporte Sustentável. O projeto é um programa internacional coordenado no Brasil pelo CENBIO, Centro Nacional de Referência em Biomassa, da USP.

O ônibus ecologicamente correto levou quase dois anos para sair do papel. No período foram gastos R$ 1,6 milhão. O uso do etanol reduz em até 90% a emissão de poluentes. Por isso, o coordenador do Centro Nacional de Referência em Biomassa espera convencer as autoridades a investir no projeto.

O projeto está aí para chamar a atenção dos tomadores de decisão; chamar a atenção das autoridades. É possível que o argumento de que você está economizando vidas e gastando menos com hospital convença o governo a aceitar um combustível um pouco mais caro”, disse José Roberto Moreira, coordenador CENBIO.

Durante um ano o ônibus movido a etanol vai percorrer as ruas de quatro municípios da grande São Paulo. Neste período o gerente de desenvolvimento da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, Márcio Schettino, espera buscar alternativas para tornar realidade nas ruas de São Paulo o ônibus movido a etanol.

“No decorrer do processo de teste vamos trabalhar com a parte de tecnologia mas vamos também trabalhar com uma política que possa facilitar a introdução dos veículos”, afirmou Márcio Schettino.

Até o final do primeiro semestre de 2008 mais dois ônibus a álcool devem entrar em circulação na grande São Paulo. No período de um ano o Centro Nacional de Referência em Biomassa da USP vai fiscalizar o ônibus movido a etanol e fazer comparações de desempenho e gastos com os veículos movidos a diesel.

Fonte: iG - Internet Generation

EUA inauguram complexo para buscar ETs

13/10/2007 00:57

Um sistema de radiotelescópios criado especialmente para detectar sinais de vida alienígena começou a funcionar no norte do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

Batizado de Allen Telescope Array (ATA), o sistema será capaz de analisar mais de um milhão de sistemas estelares na busca de sinais de rádio gerados por extraterrestres.

O ATA já começou a operar com 42 de suas 350 antenas parabólicas de seis metros de diâmetro e está sendo considerado um dos maiores do mundo.

Seus criadores esperam que o ATA seja capaz de identificar claros sinais de vida alienígena até 2025.

Microsoft.

O ATA está instalado no Observatório Hat Creek, que fica 465 km ao norte de São Francisco, e vai ser operado pelo Instituto SETI (sigla em inglês de Busca por Inteligência Extraterrestre) e pelo laboratório de radioastronomia da Universidade da Califórnia.

Com sede no Estado americano, o Instituto SETI é uma organização criada com o objetivo de explorar, entender e explicar a origem da vida no universo e que coordena esforços para encontrar sinais de vida extraterrestre. "Para o SETI, as capacidades técnicas do ATA aumentam exponencialmente as habilidades de procurar por sinais inteligentes e podem levar à descoberta de seres pensantes em outros lugares do universo", disse Seth Shostak, astrônomo-sênior do SETI.

O ATA será capaz de cobrir uma área do céu 17 vezes maior do que é possível com o Very Large Array, um dos maiores observatórios radioastronômicos do mundo, no Estado do Novo México.

Espera-se que o ATA ainda contribua na pesquisa de outros fenômenos astronômicos, como supernovas e buracos negros. Paul Allen, co-fundador da Microsoft, doou US$ 25 milhões para a construção da fase inicial do projeto e outros patrocinadores estão sendo cogitados para contribuir com outros US$ 25 milhões para a finalização do projeto.

Fonte: iG - Internet Generation

Um urso em apuros

02/10/2007 12:45

Equipes de resgate nos Estados Unidos salvaram um urso que lutava contra a morte pendurado na ponte Rainbow, perto da cidade de Truckee, na Califórnia.

O animal, cujo peso estimado chega a 120 quilos, havia tentado pular o muro da ponte depois de levar um susto ao ser ultrapassado por um carro.

Os homens do resgate estenderam uma rede de nylon providenciada pelo Exército americano, sob os olhos de mais de cem curiosos que se reuniram no local para ver a operação.

O urso foi tranqüilizado com um dardo, empurrado com uma vara para dentro da rede de nylon, e 'pescado' nos ares.

Depois de 24 horas de apuros, o animal, cansado, saiu de cena por uma das trilhas próximas às pistas de esqui que ladeiam o lago Tahoe, na região.

Vácuo de 1 bilhão de anos-luz!

28/08/2007 12:59

"Isto é 1000 vezes maior do que esperávamos ver em termos de um típico vácuo. É uma enorme surpresa."

Lawrence Rudnick, Ph.D., Astrônomo da Universidade de Minnesota Um grupo de astrônomos da Universidade de Minnesota anunciou a descoberta de um enorme buraco no Universo, onde não há nem a matéria normal, que forma estrelas e galáxias, nem a invisível e misteriosa "matéria escura".

Embora estudos anteriores tenham mostrado buracos, ou vácuos, na estrutura em larga-escala do Universo, esta nova descoberta torna-os todos minúsculos. "Ninguém encontrou antes um buraco tão grande e também não esperávamos a descoberta", disse Lawrence Rudnick, da Universidade de Minnesota, num comunicado no site do National Radio Astronomy Observatory.

A região azul marcada pelo círculo vermelho é uma região de 1 bilhão de anos-luz de tamanho onde a temperatura é próxima do zero absoluto (-273°C) e está a cerca de 5 a 10 bilhões de anos-luz da Terra. A região de 25 graus destacada no Fundo de Microondas Cósmicas é a região observada pelo satélite WMAP(Wilkinson Microwave Anisotropy Probe).

As cores representam pequenas variações (partes em 100.000) acerca da temperatura média de 2.7°C acima do zero absoluto, com a cor azul sendo a mais fria. Rudnick, Shea Brown e Liliya R. Williams revelam os detalhes num estudo que será publicado na revista Astrophysical Journal.

Os astrônomos sabem há anos que o Universo tem buracos nos quais praticamente não há matéria. Mas a maioria é muito menor que o descoberto por Rudnick e seus companheiros.

"O que encontramos não é normal, comparado com as observações e as simulações informáticas da evolução do Universo", disse Williams.

Autor: National Radio Astronomy Observatory
Fonte: UOL

50 bilhões de galáxias e eu!

16/06/2007 15:36

Dizem-nos que os astrônomos descobriram que em vez de dez bilhões, existem 50 bilhões de galáxias. E isto dito como se eu tivesse alguma noção da grandeza anterior, daqueles dez bilhões. Começo a revirar papéis e a memória para saber onde é que foi que li algo sobre quantas estrelas existem numa galáxia. Não encontro. Descubro que elas viajam por aí a uma velocidade de 300 quilômetros por segundo.

Também fico sabendo que para atravessar uma galáxia, umazinha que seja, são necessários mil anos-luz. Se um ano-luz tem nove trilhões de quilômetros quadrados, é só botar no papel e calcular; no papel, porque nenhuma máquina de calcular é suficiente. Isto feito, vamos calcular então quanto tempo seria necessário para atravessar essas 50 bilhões de galáxias?


E se dentro de dois anos descobrirem que existem 200 bilhões de galáxias?

Em 1989, portanto, apenas ontem, noticiaram que havia por aí afora apenas uma simples muralha de galáxias - claro que não consegui entender isto. E até 1920 havia quem acreditasse que a Via Láctea era o centro do Universo. Mas, para nosso espanto recente, Andrei Sakarov em 1988 falava que era possível pensar que existem outros universos. Por isto, lhe digo: eu estou preparado para tudo. Para ler, por exemplo, numa manhã dessas, que uma equipe de astronautas acabou dando de cara com Deus.

Para isto não precisavam ir tão longe. Bastava olhar os insetos em nosso gramado ou a dança dos genes ou das bactérias no interior do nosso organismo, mesmo do mais ordinário criminoso, para que o que estava no infinitamente grande, num jogo de espelhos, se refletisse no infinitamente pequeno, como já intuíam os filósofos de antanho.

Gostaria muito de estar vivo no dia em que desembarcássemos em outro planeta e ali descobríssemos seres inteligentes, se possível, mais inteligentes que nós. Imagino-os, em entrevistas interestelares, explicando coisas comezinhas que até então não entendíamos, como essa história de que a gente tem alma, ou o que é afinal a eternidade, ou o tempo, essa coisa que existe e não existe.

No entanto, não gostaria e até lamentaria muitíssimo se, ao contrário, desembarcando em outro planeta, descobrissem comunidades mais primitivas que nós. Já se sabe no que ia dar: Iríamos tratá-los como índios kraian-a-kores e ficaríamos com a síndrome dos irmãos Villas-Boas vendo-os serem destruídos e conspurcados por nossa cultura; e, em breve, esses seres de outro mundo estariam tomando nossas bebidas e usando jeans. E infelizes.

O que me impressiona é que a descoberta de mais de 40 bilhões de galáxias não alterou em nada nosso cotidiano. Jogam-nos na cara uma notícia dessas, a ouvimos displicentemente, como se houvéssemos escutado que "a safra de soja este ano bateu novo recorde" ou "ontem choveu muito". Escutamos a notícia e ficamos metafísicos, no máximo, por dez segundos. E logo 50 bilhões de galáxias com seus cinco quatrilhões de estrelas foram obnubiladas pelo preço da abóbora a dez centavos ou do frango a 99 centavos.

O certo, no entanto, era a Organização das Nações Unidas (ONU) ter decretado um feriado universal para a gente passar a noite inteira, na praia ou nas sacadas, nas montanhas ou nos terraços, pensando nessa informação. Preferia que o pessoal que fica apitando na praia para avisar aos fumantes de maconha que a polícia vem aí, que eles apitassem por essas galáxias, 50 bilhões de vezes.

No dia seguinte à informação sobre a descoberta de tantos mundos, no trabalho, no entanto, não vi ninguém comentar o feito. Um gol do Túlio*, provoca mais estremecimento. E o drama de uma só estrela como Vera Fischer move-nos mais que 50 bilhões de galáxias.

Na favela ao lado, pensei que estavam comemorando a descoberta. Achei estranho o horário para a celebração: uma e meia da manhã. É quando se vê talvez melhor o céu. Mas não era celebração. Balas luminosas, como minúsculos cometas, saíam do morro na direção dos policiais e iam se perder em outras órbitas. Em uma guerra, e não era nas estrelas.

Que ministro interrompeu a reunião para ponderar sobre as 50 bilhões de galáxias?
Quem na bolsa de valores aquilatou isto?
Que chofer de táxi conversou com a madame sobre esse assombro?
Que burocrata deixou de carimbar documentos que fosse, para mostrar seu pasmo?

No entanto, o céu ficou maior. Bem maior. Deram-nos de presente um enigma interminável. Minhas interrogações se ampliaram 50 bilhões de vezes. Por isto, agora sou um homem diferente na galáxia de meus mínimos interesses. Além de algumas lembranças incrustadas em meus sentidos e além de meia dúzia de intenções na vida, agora transporto 50 bilhões de galáxias nos olhos. Aliás, nem precisava tanto. Bastavam essas duas velas consumindo-se na própria luz sobre essa mesa de jantar no terraço onde recordo o que amei e a quem amo.

A noite, dentro e fora de mim, tornou-se interminavelmente luminosa.

Crônica extraída do Jornal “O Globo” – edição de 30 de janeiro de 1996.

 

Notas:

Nota do texto:
* Túlio Maravilha: Artilheiro do Botafogo entre os anos de 1994-1997. Foi campeão brasileiro pelo time em 1995 e campeão carioca em 1996.

Nota de Wagner Borges:
Affonso Romano de Sant'anna é um dos maiores escritores e poetas do país.

Autor: Affonso Romano de Sant'anna
Fonte: O Globo

Um planeta supermaciço

05/05/2007 01:04

Depois da descoberta do primeiro planeta fora do Sistema Solar que pode abrigar vida, cientistas anunciaram no dia 2 de maio, a descoberta do planeta extra-solar mais maciço já detectado. Esse gigante gasoso tem quase oito vezes mais massa do que Júpiter, mas é apenas um pouco maior, porque sua gravidade superpoderosa o mantém compacto. Segundo os astrônomos, ele está na fronteira entre um planeta e uma estrela.

Ainda sem um nome mais simples, ele é chamado apenas de HAT-P-2b e possui diversas características pouco comuns entre os planetas descobertos até agora. Sua órbita é extremamente oval, o que o traz a quase 5 milhões de quilômetros de sua estrela logo antes de o levar para uma distância três vezes maior, de 15 milhões de quilômetros. Se a Terra tivesse uma órbita parecida, chegaríamos quase em Mercúrio, para depois passarmos perto de Marte. Graças a essa órbita, o planeta passa por temperaturas intensas quando se aproxima de seu sol e depois esfria ao se afastar.

Essa característica é um grande mistério, porque planetas muito próximos de estrelas tendem a girar de forma bem circular. Segundo os astrônomos, essa órbita oval pode ser explicada se outro planeta estiver por ali para bagunçar a atração gravitacional entre o HAT-P-2b e a estrela. Tal planeta, no entanto, ainda não foi encontrado. O novo planeta dá uma volta completa na estrela uma vez a cada 5,63 dias - o que parece rápido, mas é o período mais longo de um corpo como ele já detectado. O sol que ele orbita é quase duas vezes maior e bem mais quente que o nosso, e está a 440 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Hércules.

A gravidade do HAT-P-2b impressiona. Para efeito de comparação, uma pessoa de 70 quilos na Terra chegaria a pesar quase 1 tonelada no planeta. Segundo os astrônomos, ele é quase tão denso quanto a Terra, que é rochosa, mas é gasoso como Júpiter. É tudo tão estranho, que os cientistas que o detectaram acharam que estavam enganados.

Aquilo não poderia ser um planeta, deveria ser alguma outra coisa. Mas era, como observações posteriores confirmaram. "Eliminamos todas as outras possibilidades, então sabíamos que estávamos com um planeta muito esquisito", disse o astrônomo Gaspar Bakos, líder do grupo que encontrou o HAT-P-2b. Segundo um dos co-autores do trabalho, Dimitar Sasselov, o HAT-P-2b por pouco não é uma estrela. "Com 50% mais massa, ele poderia entrar em fusão nuclear em pouco tempo", diz ele.

Bigornas de diamante

Entender as características de planetas tão longe do nosso Sistema Solar é importante para responder diversas perguntas da astronomia, entre elas a da existência de vida fora da Terra. Para ajudar nessa busca, outro grupo de cientistas utilizou uma bigorna de diamante e um raio laser superpotente para recriar as condições dos núcleos de planetas gigantes. Com a união entre os dois instrumentos é possível comprimir materiais a pressões até mil vezes maiores do que as possíveis com as tecnologias atuais. Com isso, os cientistas podem estudar como materiais se comportam em planetas em condições extremas.

Até agora, a equipe, liderada por Raymond Jeanloz, já conseguiu atingir pressões de até 10 milhões de atmosferas. Para isso, usou um laser ultravioleta de 30 quilojoules, da Universidade de Rochester, em Nova York. Agora, a esperança é atingir pressões acima de um bilhão de atmosferas com a ajuda de um outro laser, que chega a 2 megajoules. "Quando esprememos materiais a um milhão de atmosferas, sua química muda dramaticamente", diz Jeanlouz. "Eles podem se transformar de transparentes a metálicos e podem até virar supercondutores. A tabela periódica muda completamente em alta pressão".

Este trabalho foi publicado na edição desta semana da revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (a "PNAS") e desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, da Universidade Estadual do Novo México -todos nos Estados Unidos -, e da Comissão de Energia Atômica da França.


Fonte: Globo.com

Arcturus ?

13/04/2007 00:54

Estas imagens vistas juntas ajudam a compreender o quão vasta e imensa é nossa vizinhança imediata.

Nossa galáxia inteira não representa nada mais do que um grão de poeira na escala cósmica. Sugerir que a vida não existe em outro lugar beira o absurdo.

(Obs: Para efeito de visualização Saturno está representado sem os seus famosos anéis) Veja:

 

 

 

 

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